O Bart O.

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Tá. Chega de Michael Jackson, né?

postado por: Cornélius Expedito [30.6.09] Comments:



Dica esperta: ao cozinhar ovos, NÃO OS ESQUEÇA por uma hora dentro da caneca com o fogo ligado.

postado por: Cornélius Expedito [24.6.09] Comments:



Nova teoria: se Deus existe, é um baita de um pau no cu.

postado por: Cornélius Expedito [22.6.09] Comments:



Essa história é um romance. Um quadrado amoroso. Ou um losango, trapézio, paralelogramo, ou qualquer outra forma geométrica de quatro lados. Enfim.

Há alguns anos, abriu uma vaga na empresa de Guilherme. Para a vaga, Guilherme depositou todas suas fichas em Rogério, seu parceiro de longa data. Fez o convite, que Rogério aceitou de prontidão. E ambos começaram a trabalhar juntos. Na época, a empresa dava seus primeiros passos em âmbito nacional.

Guilherme e Rogério se tornaram mais do que parceiros, companheiros. Viraram amigos, daqueles que se encontram fora do ambiente de trabalho.

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A história se passa três anos depois da entrada de Rogério na empresa. Certo dia, Rogério convidou Guilherme para ir junto dele a um famoso barzinho na cidade em que moravam. Rogério estaria acompanhado de Marília, que havia conhecido alguns meses antes. E esta levaria uma amiga, solteira, de nome Amélia. Era a deixa perfeita para Guilherme, também solteiro, entrar em ação.

Após saírem do bar, os dois casais foram à casa de Rogério. Riram, se divertiram, papearam a noite inteira. Rogério e Marília, Guilherme e Amélia. Depois daquela noite, porém, os relacionamentos não teriam uma duração muito longa. Rogério e Marília se encontrariam uma vez mais. Guilherme e Amélia não. E ficou por isso mesmo.

Contudo, naquela noite, Rogério e Guilherme tiveram uma conversa que quase passaria despercebida. Rogério dissera a Guilherme que Amélia o atraía. Guilherme dissera a Rogério o mesmo sobre Marília. Na hora, ambos zombaram da situação. A hipótese da troca de casais parecia algo improvável.

Tudo isso até Marília reaparecer na vida de Guilherme.

Ela viu uma foto de Guilherme num folheto de divulgação da empresa (agora consagrada nacionalmente) em que os dois trabalham. Ele estava usando um chapéu. Pessoas da idade dele não usam chapéu, mas, talvez por desafio ao que é padrão na empresa, ele estava usando sim. Marília deixou uma mensagem para Guilherme no site da empresa dizendo que ele deveria parar de usar o chapéu, que era ridículo.

Guilherme achou engraçado o comentário e decidiu responder a crítica. Como não tinha o contato de Marília, pediu a Amélia o seu e-mail. Amélia disfarçou, fez que não era com ela (seriam sentimentos reprimidos?), mas no fim cedeu e forneceu a Guilherme o e-mail que ele queria.

E a partir de um assunto despretensioso – um chapéu feio (!) – Guilherme e Marília começaram a manter contato praticamente diário. Em alguns dias, a troca de mensagens durou longas horas. Era notória a compatibilidade dos dois. Sem dúvida, ambos percebiam isso.

Alguns dias depois, Guilherme e Marília combinaram de sair. Vejam a coincidência: era Dia dos Namorados. Os dois, solteiros, juntos, no dia 12. Como reagiriam Rogério e Amélia?

Guilherme expôs a situação a Rogério, seu grande amigo e ex-companheiro de Marília. “Há a possibilidade de Marília e eu ficarmos juntos”, disse Guilherme. “Torço por vocês”, respondeu Rogério. Com a carta branca, Guilherme sentiu-se aliviado. Se houve uma conversa paralela entre Marília e Amélia, nunca se soube.

Bom. No dia 12, Guilherme e Marília, por fim, saíram juntos. Foram novamente a um bar – ironicamente, este ficava em frente ao bar do primeiro encontro, organizado por Rogério. Beberam chope, beliscaram uns aperitivos. Conversaram muito. Conversavam e se entendiam. Concordavam em tudo, era impressionante. Guilherme nunca tinha visto algo assim.

Depois do bar, os dois foram à casa de Guilherme. Cozinharam e viram juntos o seriado preferido de ambos. Guilherme estava feliz. Teria já encontrado a pessoa que estava procurando? Em tempo: Guilherme acabara o relacionamento com a namorada 15 dias antes. Desiludido, não esperava encontrar alguém tão cedo. Teria ele tirado a sorte grande?

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Se a história tivesse um final feliz agora, eu provavelmente não estaria a escrevendo nesse momento.

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Marília disse não. Antes mesmo de Guilherme tentar falar qualquer coisa, ela o interrompeu. Disse que, realmente, os dois se dão muito bem. Que seriam um belo casal, muito provavelmente. Mas também que a história do quadrado Rogério/Marília/Guilherme/Amélia não a deixava confortável. Ela tinha receio da reação de Rogério, por exemplo, e confirmou que os seus sentimentos por ele ainda pendentes a confundem. Guilherme fica atônito. Sem resposta, vira pro lado e, após muitos minutos, dorme. Antes ou depois de Guilherme, Marília dorme também. No dia seguinte, ela iria embora logo cedo.

(...)

O contato entre os dois permaneceu. Eles continuam conversando, cada vez mais. Eles combinam, cada vez mais. Eles percebem isso, cada vez mais. Eles assistem os páreos no canal de turfe e apostam em cavalos diferentes. A rixa, saudável, está instalada. Ele tem certeza que aquele dia 12 não foi o último dos dois juntos. E torce para que ela esteja pensando o mesmo.

No próximo final de semana, os dois terão o mesmo compromisso. Uma festa de criança, vamos dizer assim. Lá, vão se encontrar, tomar uma tequila (se tiver a venda, afinal, a festa é para crianças), conversar, discutir sobre a próxima corrida de cavalos. Ela o acha louco por viajar 1000 km até o hipódromo de sua cidade natal para ver uma única corrida. Ele acha isso normal, pois já o fez várias vezes. Talvez essa seja uma pequena diferença dentre as milhares de coisas que eles têm em comum.

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Ele admite, pensou nela nos últimos muitos dias. Até o final de semana, quando for encontrá-la, precisará bolar algo bem inteligente para lhe dizer (ela se diverte com isso, ele sabe). Algo sutil, mas também direto. Bonitinho. Algo que transmita o que ele está pensando. Certa feita, ela disse que poderia descobrir um tal de ‘tempo perdido’. Ele espera que a história não chegue a esse ponto.

postado por: Cornélius Expedito [19.6.09] Comments:



Nada mais justo do que dar o dobro de milhas para quem só vai fazer metade da viagem. ho ho ho

postado por: Cornélius Expedito [18.6.09] Comments:



Isso não vai dar certo.

postado por: Cornélius Expedito [13.6.09] Comments:



Para mim, um dos principais problemas da Língua Portuguesa é a duplicidade das palavras (polissêmicas, é isso?). Sim, há palavras com grafia e pronúncia iguais, mas que têm significados diferentes. E isto NÃO PODERIA ACONTECER.

Por exemplo:

"Comprei um polígrafo. Custou 500 reais."
"Que caro! Quantas folhas têm? Não é uma enciclopédia? Haja conhecimento para absorver!"
"Não estou falando de uma apostila, e sim do DETECTOR DE MENTIRAS, que oficialmente se chama polígrafo."
"Ah bom."
E todos riem juntos.

Outros exemplos:

"Perdi meu molho de chaves."
"Devia ter um gosto metálico mesmo. Usa barbecue."

"Roubaram o banco hoje."
"Ficou sem dinheiro?"
"Não, só não tenho mais onde sentar na praça."

"Rio de Janeiro."
"A cidade?"
"Não, eu acho engraçado o primeiro mês do ano."

Sem contar a clássica "Tem posto aí atrás?"

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Enfim, tudo isso é pra reclamar da retirada do acento do PÁRA. Diabos, acham que ele estava lá pra ENFEITE? Se ele estava lá, tinha um motivo. Quer banalizar? Tira do PARÁ também. Se é pra usar o contexto, ainda dá pra entender. O homem PARA em sua viagem PARA o PARA. Viu, todo mundo entendeu. Mas aposto que o cérebro deu um travada. Isso que me irrita. Eu vejo um título de notícia e entro em curto:

Defesa do Inter para ataque do Corinthians.

Reação do cérebro: Como assim? Ahn? Para o quê? Pro ataque? Defesa pro ataque? Ei, peraí. Vamos repensar. É uma partida de futebol. O Corinthians não fez gol no jogo de hoje. Méritos da defesa do Inter. Ah. Sim sim. Claro. A defesa parou o ataque. LÓGICO. Por isso eles não fizeram gol.

Defesa do Inter pára ataque do Corinthians.

Reação do cérebro: Toma, corinthiano! Dá-lhe GUIÑAZU!

postado por: Cornélius Expedito [10.6.09] Comments:



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